A codificação espírita é hoje o principal compêndio de conhecimento sobre a origem e destino da vida humana, dos espíritos. Por conseguinte é a chave do estudo das causas e dos efeitos, nomeadamente sobre a continuidade da vida depois do desencarne, da comunicação via pensamento, do ciclo da natureza, da forma de vida noutros planetas. E sendo a ciência um dos motores indutores da razão, esta será um relevante actor para a abertura de novos campos de pesquisa.
A Ciência terá um papel fundamental para tornar simples e evidente o que hoje ainda parece complexo ou ambíguo, nomeadamente sobre a multiplicidade de saberes de que trata a codificação espírita. A ciência será o atractor para que outros "lideres de opinião" possam realizar o seu trabalho de difusão da inovação social, pela via da razão, que justificará, nomeadamente, os efeitos da comunicação espiritual, da vida para além da morte (do corpo), da necessidade e consequências da solidariedade indulgente, da utilização do livre arbítrio.
O outro factor é a Filosofia e o seu papel poderá ser o veículo natural das realidades de Deus, comunicando-as como verdades para aceitação.
Contudo, com o apoio da reflexão filosófica, será possível fazer mellhor uso da razão, particularmente no que concerne à compreensão das realidades de Deus, à prática de uma fé mais racional e ao apoio à evolução das próprias confissões religiosas.
As escolas de filosofia poderão assim ter um papel fundamental na alavancagem do trabalho das religiões, tanto no que concerne à pesquisa no domínio espiritual, ou seja, da relação espírito-matéria , como na difusão e fusão destas novas escolas de pensamento na educação individual e social.
Todavia, tal como concretizado por Jesus, também o trabalho social no terreno se torna fundamental, pelo que além da educação, da instrução do exercício da razão, há o exemplo pelo trabalho, pela solidariedade e por estes, a acção do amor. O amor é, afinal, a premissa da inovação social mais óbvia, mas também a que tem sido mais difícil de difundir. Com este trabalho em curso e alargado a outras dinâmicas da sociedade civil, académica e religiosa será possível combater a ignorância... (...) e concretizar o clamado por Camões, Pessoa e José Gil, o Quinto Império, da espiritualidade.
Fernando Pessoa escreveu: "Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
A que Portugal se referiria Pessoa? Ao Portugal do território que conhecemos, ou à ideia que esteve na base da sua criação? "
(Extrato do artigo "Quero saber" publicado no "Jornal Espírita: mensário de divulgação filosófica, científica, moral e religiosa", de Setembro de 2010, Director . Arnaldo Costeira)

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