Allan Kardec nasceu na cidade de Lyon (França) a 3 de Outubro de 1804, recebendo o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Iniciou os seus estudos em Lyon, tendo-os completado em Yverdun (Suiça) sob a orientação do célebre e inesquecível professor Pestalozzi. Teve uma sólida instrução servida por uma robusta inteligência. Sabia alemão, inglês, italiano, espanhol, holandês, sem falar na língua materna, e era detentor de grande cultura científica.
O seu trabalho pedagógico é rico e extenso. Produziu, em França, quase uma dezena de obras sobre educação, no período de 1828 a 1849. Os seus livros foram adoptados pela Universidade de França. Traduzia para a língua alemã, que conhecia profundamente, diferentes obras de educação e moral, entre elas Telémaco de Fénelon.
Foi Bacharel em Ciências e Letras. Membro de sociedades sábias de França, entre outras, da Real Academia de Ciências Naturais. Emérito educador, criou em Paris o Instituto Técnico, estabelecimento de ensino com base no método Pestalozzi; fundou, em sua casa, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia Comparada, Astronomia, etc. Criou um método original, por processos mnemónicos, que levava o estudante a aprender e compreender as lições com facilidade e rapidez.
No ano de 1832 casou-se com Amélie Gabrielle Boudet, professora. A doce Gabi, como ele carinhosamente lhe chamava, ajudou-o intensamente, tanto nas actividades pedagógicas, como no seu fecundo labor pela causa espírita.
Como homem, foi um homem de bem; caracter adamantino. As qualidades morais marcavam a sua personalidade; na vida, a coragem nunca lhe faltou; nunca desanimava; a calma foi um destaque do seu caracter; de temperamento jovial; de inteligência brilhante, marcada pela lógica e pelo bom senso; não fugia à discussão, quando a finalidade era esclarecer os assuntos.
Allan Kardec foi o escolhido para tão elevada missão - a de Codificador, justamente pela nobreza dos seus sentimentos e pela elevação do seu carácter, tudo aliado a uma sólida inteligência.
Ele sujeitava os seus sentimentos, os seus pensamentos à reflexão. Tudo era submetido ao poder da lógica. Nada passava sem o rigor do método, sem o crivo do raciocínio. Filósofo, benfeitor, idealista, dado às ideias sociais, possuía, ainda, um coração digno do seu carácter e do seu valor intelectual.
A partir do instante em que se dedicou ao estudo dos fenómenos da intervenção dos espíritos, no ano de 1855, na casa da Sra. Plainemaison, até ao ano de 1869, quando desencarnou vitima de um aneurisma, no dia 31 de Março, trabalhou intensa e incansavelmente, tendo produzido o maior acervo da doutrina espírita.
Do seu imenso trabalho, destacamos:
O Livro dos Espíritos (1857)
O Livros dos Médiuns (1861)
O Evangelho segundo o Espiritismo (1864)
O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1865)
A Génese, os Milagres e as Predições (1868)
Estes livros constituem a base da doutrina espírita.
Kardec criou uma terminologia apropriada aos novos conceitos da Doutrina Espírita, Entre outros, os vocábulos espírita, espiritista e espiritismo, que exprimiam, sem nenhum equívoco, as ideias relativas aos espíritos na orientação doutrinária espirita. Não confundir com espiritual, espiritualista ou espiritualismo.
Produziu obras subsidiárias e complementares, de grande valor doutrinário, como O que é o Espiritismo, Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita e Obras Póstumas, Criou a Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, periódico mensal que editou e preparou de Janeiro de 1858 a Junho de 1869, e fundou em Paris, em 1858, a primeira associação espírita regularmente constituída, sob a denominação de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Veja tb: http://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec
"Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina." (Cora Coralina) Sejam todos bem-vindos! Desejo, sinceramente, que os textos aqui apresentados vos ajudem na vossa caminhada e despertem o vosso interesse no conhecimento pleno dos temas expostos. Bem hajam! Fiquem bem!
sábado, 30 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Tensão emocional
Não raro, encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.
Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação.
E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.
Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão,com outros estados negativos da alma, espancam subtilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstia de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.
Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio.
Começa, aceitando a própria vida, tal que é, procurando melhorá-la com paciência.
Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.
Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento em que se restaurem as energias.
Serve ao próximo, tanto quanto puderes.
Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.
Não carregues ressentimentos.
Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz.
Admite o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.
Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.
Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo.
Se amigos te abandonam, busca outros que te consigam compreender com mais segurança.
Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.
Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.
Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo sem a necessidade de enfrentá-la.
E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a benção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força Deus te sustentará e onde não possas fazer tudo o bem que desejas realizar, Deus fará sempre a parte mais importante.
Pelo espírito Emmanuel
Psicografia Chico Xavier
extraído do livro Companheiro - Editora IDE
Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação.
E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.
Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão,com outros estados negativos da alma, espancam subtilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstia de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.
Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio.
Começa, aceitando a própria vida, tal que é, procurando melhorá-la com paciência.
Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.
Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento em que se restaurem as energias.
Serve ao próximo, tanto quanto puderes.
Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.
Não carregues ressentimentos.
Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz.
Admite o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.
Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.
Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo.
Se amigos te abandonam, busca outros que te consigam compreender com mais segurança.
Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.
Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.
Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo sem a necessidade de enfrentá-la.
E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a benção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força Deus te sustentará e onde não possas fazer tudo o bem que desejas realizar, Deus fará sempre a parte mais importante.
Pelo espírito Emmanuel
Psicografia Chico Xavier
extraído do livro Companheiro - Editora IDE
segunda-feira, 18 de abril de 2011
... alma gémea... alma da sua alma! (3)
Através da eternidade
Cheia de felicidade
De alegria e de esplendor
Quando um dia retornares
Das sombras negras da Terra,
Além dos mantos da guerra
Das noites que não têm fim
Encontrarás a minha alma
Toda paz e toda calma
A mais sublime ternura
De quem te amou assim
Vem suave companheiro
Das eternas caminhadas
Das manhãs das alvoradas
Dos sonhos do meu amor
Vence a treva e vence a morte
Pois eu sou a tua sorte
O teu anjo protetor
Vem, te espero nesta vida
És estrela ressurgida
Através de toda dor
És, no entanto, a luz que brilha
No centro da densa treva
E a tua luta se eleva
Até às portas do céu
Espero em ti a grandeza
E a mais sublime beleza
Dos anjos que voltarão
Encontrarás nesta vida
A minh’alma agradecida
E o meu coração
... alma gémea... alma da sua alma! (2)
Alma gémea da minha alma,
Flor de luz de minha vida
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão.
Quando eu estava no mundo…
Triste e só, no meu caminho
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.
Vinhas na benção das flores
Da divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!
És meu tesouro infinito.
Juro-te eterna aliança
Porque sou tua esperança,
Como és todo meu amor!
Alma gêmea de minha alma
Se eu te perder algum dia…
Serei tua eterna agonia,
Da saudade nos seus véus…
Se um dia me abandonares
Luz eterna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus.
* Esse é o poema do senador Públio Lêntulus Cornelius, escrito quando ainda era um jovem, nessa encarnação que viveu na Roma antiga, dedicada a Lívia, com quem se casou.
domingo, 17 de abril de 2011
... alma gémea... alma da sua alma!
Emmanuel visita Lívia
A tarde era um escrínio de luz e a relva verde tinha tons de suprema beleza. Os nossos olhos bailavam no poente. Tudo sorria para nós e o amor das coisas simples irradiava das nossas almas.
Havia em tudo uma alegria de viver.
Chico conversava e a sua conversa alegre tornava o mundo mais belo e mais feliz. Os nossos pensamentos flutuavam à volta das coisas de Cristo, e sentíamos que ali não havia lugar para o mal.
Manso, manso como as pombas e feliz como uma criança risonha, o bom amigo expandia-se em comentários espirituais. Tudo era motivo de comparação no campo do espírito. Havia amor e compreensão e todos se compraziam na paz.
Falava-nos mansa e suavemente, com carinho. Faláva-nos de Emmanuel e nós exclamámos:
- Chico, na nossa opinião, Emmanuel também é o "Guia dos Namorados"!
Ele ria-se, ria-se de verdade daquele pensamento.
- Senão, veja, acrescentámos nós, a teoria das almas gémeas não é uma defesa do amor? Duas almas ligadas pelos laços da mais perfeita compreensão, que se amam e que um dia, após milénios de lutas, se hão-de juntar na "Perfeita União" ou na "União Divina". Não escreveu Emmanuel o Há dois mil anos e o Renúncia, que são romances de amor?
Chico ria e confirmava: "É verdade, o nosso Emmanuel é um coração generoso! Vocês não sabem, mas uma vez por semana, Emmanuel visita Lívia na esfera onde esta se encontra. Para isso, tem de passar por uma câmara de purificação, onde deixa os fluidos pesados da Terra, de modo a poder penetrar na esfera de Lívia, que está numa situação superior."
A revelação era sugestiva e era a oportunidade para uma série de divagações. Recordámos as lutas de Emmanuel, como o senador romano Publius Lêntulus que um dia viu da bancada do Circo Máximo, a mulher que amava encaminhar-se resolutamente para a morte por amor a Cristo, e lembrámo-nos também do terremoto de Pompéia, onde a avalanche de pedras o venceu. [vidé o livro "Há dois mil anos"]
O passado histórico de Jerusalém e Roma, os sacrifícios do amor, tudo passou nesse instante pela nossa retina.
Apesar disso, retrucámos:
- E isso não é coisa de namorado, Chico? Chega o fim da semana, Emmanuel toma o seu banho e vai ver a namorada...
Chico continuava a rir-se.
- Este Ranieri tem cada ideia!
- Continuo acreditando que Emmanuel é o Guia dos Namorados, daqueles que se amam na fase mais pura da vida e do amor.
Relatou-nos ainda o bom amigo, que Lívia era um espírito de uma ordem mais adiantada que Emmanuel, porque já no tempo de Roma ela aceitara o Cristianismo, reunia-se com os cristãos , e sacrificara-se em nome de Jesus, enquanto que Emmanuel, naquela época, era ainda o orgulhoso senador romano que, à beira do lago, perdera a grande oportunidade da sua vida, quando fora chamado pelo Senhor. [vidé o livro "Há dois mil anos"]
Desta informação, aparentemente simples e ingénua, exposta no decorrer de uma conversa de amigos, numa tarde cálida de verão, entre muitas outras informações extraordinárias, podemos tirar conclusões interessantes.
Vê-se que o verdadeiro amor se mantém no plano espiritual com a mesma ou maior intensidade. Ao vermos a delicadeza de Emmanuel, de regressar após cada sete dias de trabalho, para comunhão pessoal e espiritual com a sua amada, e a sua submissão à câmara purificadora, em concordância com a passagem descrita por André Luiz, onde aparece a senhora Laura a receber no seu lar Lísias e o próprio André [vidé o livro "Nosso Lar"], compreendemos que no plano da vida imortal, também há lar e amor, mais sublime, mas ainda individualizado, tal como aprendemos que lá, também a saudade se acalma com a visita periódica, onde recordam o passado e traçam planos para o futuro. Infinita é a bondade divina, que permite que duas almas se reencontrem para a renovação das alegrias do espírito.
Nós, que aprendemos a amar Emmanuel como o sábio e o amigo, passámos a ver nele também o companheiro carinhoso que busca a companheira e percebemos que, por se encontrar Lívia numa Esfera Superior, o nosso querido amigo se mantém na condição de exilado que luta em favor de todos, até que um dia alcance a glória de conviver com a sua amada nos planos espirituais.
Veio-nos, então, à mente aqueles versos de Emmanuel no "Almas Gémeas":
Alma gémea da minh'alma
Flor de luz da minha vida
Sublime estrela caída
Das belezas da multidão
e a resposta de Lívia noutro poema imortal:
"Eu te espero nesta vida
Através da eternidade!..."
Fica-nos na alma a doçura e o carinho, ressoando como esperança para os tristes que esperam um dia encontrar a alma da sua alma e regressar ao mundo onde a luz e a claridade nos abrem os olhos para a visão radiosa de Deus.
In: Chico Xavier: páginas de uma vida (ISBN 9789899582736)
A tarde era um escrínio de luz e a relva verde tinha tons de suprema beleza. Os nossos olhos bailavam no poente. Tudo sorria para nós e o amor das coisas simples irradiava das nossas almas.
Havia em tudo uma alegria de viver.
Chico conversava e a sua conversa alegre tornava o mundo mais belo e mais feliz. Os nossos pensamentos flutuavam à volta das coisas de Cristo, e sentíamos que ali não havia lugar para o mal.
Manso, manso como as pombas e feliz como uma criança risonha, o bom amigo expandia-se em comentários espirituais. Tudo era motivo de comparação no campo do espírito. Havia amor e compreensão e todos se compraziam na paz.
Falava-nos mansa e suavemente, com carinho. Faláva-nos de Emmanuel e nós exclamámos:
- Chico, na nossa opinião, Emmanuel também é o "Guia dos Namorados"!
Ele ria-se, ria-se de verdade daquele pensamento.
- Senão, veja, acrescentámos nós, a teoria das almas gémeas não é uma defesa do amor? Duas almas ligadas pelos laços da mais perfeita compreensão, que se amam e que um dia, após milénios de lutas, se hão-de juntar na "Perfeita União" ou na "União Divina". Não escreveu Emmanuel o Há dois mil anos e o Renúncia, que são romances de amor?
Chico ria e confirmava: "É verdade, o nosso Emmanuel é um coração generoso! Vocês não sabem, mas uma vez por semana, Emmanuel visita Lívia na esfera onde esta se encontra. Para isso, tem de passar por uma câmara de purificação, onde deixa os fluidos pesados da Terra, de modo a poder penetrar na esfera de Lívia, que está numa situação superior."
A revelação era sugestiva e era a oportunidade para uma série de divagações. Recordámos as lutas de Emmanuel, como o senador romano Publius Lêntulus que um dia viu da bancada do Circo Máximo, a mulher que amava encaminhar-se resolutamente para a morte por amor a Cristo, e lembrámo-nos também do terremoto de Pompéia, onde a avalanche de pedras o venceu. [vidé o livro "Há dois mil anos"]
O passado histórico de Jerusalém e Roma, os sacrifícios do amor, tudo passou nesse instante pela nossa retina.
Apesar disso, retrucámos:
- E isso não é coisa de namorado, Chico? Chega o fim da semana, Emmanuel toma o seu banho e vai ver a namorada...
Chico continuava a rir-se.
- Este Ranieri tem cada ideia!
- Continuo acreditando que Emmanuel é o Guia dos Namorados, daqueles que se amam na fase mais pura da vida e do amor.
Relatou-nos ainda o bom amigo, que Lívia era um espírito de uma ordem mais adiantada que Emmanuel, porque já no tempo de Roma ela aceitara o Cristianismo, reunia-se com os cristãos , e sacrificara-se em nome de Jesus, enquanto que Emmanuel, naquela época, era ainda o orgulhoso senador romano que, à beira do lago, perdera a grande oportunidade da sua vida, quando fora chamado pelo Senhor. [vidé o livro "Há dois mil anos"]
Desta informação, aparentemente simples e ingénua, exposta no decorrer de uma conversa de amigos, numa tarde cálida de verão, entre muitas outras informações extraordinárias, podemos tirar conclusões interessantes.
Vê-se que o verdadeiro amor se mantém no plano espiritual com a mesma ou maior intensidade. Ao vermos a delicadeza de Emmanuel, de regressar após cada sete dias de trabalho, para comunhão pessoal e espiritual com a sua amada, e a sua submissão à câmara purificadora, em concordância com a passagem descrita por André Luiz, onde aparece a senhora Laura a receber no seu lar Lísias e o próprio André [vidé o livro "Nosso Lar"], compreendemos que no plano da vida imortal, também há lar e amor, mais sublime, mas ainda individualizado, tal como aprendemos que lá, também a saudade se acalma com a visita periódica, onde recordam o passado e traçam planos para o futuro. Infinita é a bondade divina, que permite que duas almas se reencontrem para a renovação das alegrias do espírito.
Nós, que aprendemos a amar Emmanuel como o sábio e o amigo, passámos a ver nele também o companheiro carinhoso que busca a companheira e percebemos que, por se encontrar Lívia numa Esfera Superior, o nosso querido amigo se mantém na condição de exilado que luta em favor de todos, até que um dia alcance a glória de conviver com a sua amada nos planos espirituais.
Veio-nos, então, à mente aqueles versos de Emmanuel no "Almas Gémeas":
Alma gémea da minh'alma
Flor de luz da minha vida
Sublime estrela caída
Das belezas da multidão
e a resposta de Lívia noutro poema imortal:
"Eu te espero nesta vida
Através da eternidade!..."
Fica-nos na alma a doçura e o carinho, ressoando como esperança para os tristes que esperam um dia encontrar a alma da sua alma e regressar ao mundo onde a luz e a claridade nos abrem os olhos para a visão radiosa de Deus.
In: Chico Xavier: páginas de uma vida (ISBN 9789899582736)
sábado, 16 de abril de 2011
Coragem
Que a Terra ainda é um mundo de expiações e testes constantes, não há que duvidar.
Dificuldades e obstáculos repontam de toda parte. Entretanto, em qualquer situação, ser-nos-á possível criar um mundo à parte, em que a paz nos ilumine em direção do futuro.
***
Encontrarás, talvez, os que te golpeiam o coração, lesando-te o campo afetivo, qual se compromissos assumidos nada valessem, ante a dominação do prazer; contudo, podes assegurar a tranquilidade própria, com o esquecimento de semelhantes agressões, nas quais os agressores se fazem infelizes por eles mesmos.
***
Terás pela frente, em muitas ocasiões, a perseguição e a injustiça; no entanto, saberás imunizar-te contra males do ressentimento, desculpando injúrias.
***
Provavelmente, conhecerás grandes perdas da parte de amigos aos quais te empenhaste, de alma e coração; todavia, surpreenderás na própria fé a energia para reiniciar a construção de tua segurança, na certeza de que a cada um de nós a vida atribuirá isso ou aquilo, segundo as nossas próprias obras.
***
Perderás, talvez, afeições numerosas que te deixarão a sós, nos instantes difíceis, porém, saberás agir compreensivamente, buscando o bem, com o olvido de todo o mal, e assim aprenderás a identificar os verdadeiros amigos, elegendo em teu favor uma seleção de companheiros capazes de amparar-te e de entender-te nos encargos que foste chamado a cumprir.
***
O mundo é um palco imenso de provas e tribulações, funcionando à maneira de escola em que se nos apresentam vários tipos de educação e aprimoramento, mas nessa área imensa de lutas, podes perfeitamente criar, nos recessos da alma, a fé e a serenidade, a coragem e a fortaleza que podem garantir a paz e a segurança dentro de ti.
Referência Bibliográfica:
XAVIER, Francisco C. / Espírito Emmanuel. Inspiração. São Bernardo do Campo, SP: GEEM (Grupo Espírita Emmanuel), 1978. p.52-55.
Agostinho da Silva
Toda a vida bem vivida, harmoniosamente vivida, vivida sem faltas, sem manchas, com felicidade, com serenidade, é uma vida medíocre. Tudo o que passe do medíocre tem em si o excesso e o erro.
Se sabeis o que quereis
e na espera decididos
o tempo certo esperardes
o que quisestes tereis
pois não há dias compridos
que não tenham suas tardes.
Se sabeis o que quereis
e na espera decididos
o tempo certo esperardes
o que quisestes tereis
pois não há dias compridos
que não tenham suas tardes.
Saber Amar
Fui esfomeada na Terra
Da fome chamada amor,
Andei como que na guerra
Procurando seu teor.
Amava só por amar
Aquilo que nada era
Pedrinhas que eram do mar
Relva fresca primavera.
Amei os bichos ferozes,
Amei simples joaninhas,
Amei o timbre de vozes
De todas as andorinhas.
Amei bichos, amei gentes,
Amei de qualquer maneira
E meus amores indigentes
Não tinham eira nem beira
Numa vida atribulada
Com a fome me debatia
Até que fui ajudada
Pela fome do que lia.
Lia e não me cansava
De ler livros sobre livros
E minh’alma se alegrava
Com sentimentos cativos.
Cativos duma prisão
Que me ensinava o Amor
Que amar sem saber perdão
Não tinha o menor valor.
O livro que me ensinou
E deu divino conselho
Foi o que mais nos amou
Amigo livro Evangelho.
Nele dei os primeiros passos,
Saber dar sem receber,
Com esse livro nos braços
Tenho tudo p’ra aprender.
Assim a fome foi outra,
A fome de perdoar;
A que tivera era pouca
Para enfim saber amar.
Estrela
Estrela
Lousã, 16/04/2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
pensamento... de Arthur Schopenhauer
Toda a Verdade passa por três etapas:
- primeiro é ridicularizada;
- depois é violentamente antagonizada;
- por último, ela é aceite universalmente como auto-evidente.
- primeiro é ridicularizada;
- depois é violentamente antagonizada;
- por último, ela é aceite universalmente como auto-evidente.
Reencarnação: Lei biológica (Ciência e espiritismo de mãos dadas)
"Em 1999 havia na National Library of Medicine (http://www.nlm.nih.gov/), a principal fonte de investigação bibliográfica dos pesquisadores de todo o planeta, 364 trabalhos tratando da espiritualidade, num universo de 4.3000.000 artigos científicos; em 2003, houve um crescimento de quatro vezes deste banco de dados, que passou a contar com um total de 12.000.000 de pesquisas, enquanto os temas votados à espiritualidade chegaram a 33.500; um crescimento de vinte vezes.
Motivado pelas ideias e pesquisas do Dr. Hernâni Guimarães Andrade, procurei reunir alguns dos inúmeros argumentos científicos que apontam o caminho da reencarnação como lei biológica. Seria inviável, para as pretensões desta obra, apresentar todo o conhecimento adquirido nas referidas pesquisas, tão pouco analisar toda a cultura inserida nas tantas filosofias e religiões reencarnacionistas existentes, entretanto, este texto traz aquelas informações que pareceram mais significativas para a defesa desta tese.
Acreditamos que, actualmente, o único empecilho à aceitação da reencarnação pela ciência estabelecida é o preconceito, o que é inconcebível."
"Ingressámos no terceiro milénio e a biologia avança rapidamente sobre as moléculas e os átomos, decifrando os segredos mais íntimos dessas nanomáquinas que são as células. Apesar de todo o conhecimento gerado até hoje, questões básicas como o conceito de vida e a evolução das espécies continuam sem consenso. Ao contrário do que esperavam os materialistas, a genética e a fisiologia vêm confirmando a necessidade de se admitir a existência de um "metassistema", ou seja, uma estrutura não material organizadora, para se entender a vida e os seres vivos. Faz-se necessária uma mudança de paradigma e, no bojo desta mudança, o conceito da reencarnação ressurge, não mais como um dogma, mas como hipótese científica. Este livro apresenta alguns conceitos e evidências científicas como material de reflexão sobre a reencarnação."
Retirado de:
IANDOLI JR, Décio - A Reencarnação como Lei Biológica. - São Paulo: Fé, Editora Jornalística Lda., 2004.
Sobre o AUTOR:
Décio Iandoli Jr. é médico-cirurgião, com doutoramento em medicina pela Universidade Federal Paulista (Unifesp-EPM) e autor dos livros Fisiologia Transdimensional e Ser Médico e Ser Humano. É professor titular da cadeira de Fisiologia da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Santos (AME-S).
Motivado pelas ideias e pesquisas do Dr. Hernâni Guimarães Andrade, procurei reunir alguns dos inúmeros argumentos científicos que apontam o caminho da reencarnação como lei biológica. Seria inviável, para as pretensões desta obra, apresentar todo o conhecimento adquirido nas referidas pesquisas, tão pouco analisar toda a cultura inserida nas tantas filosofias e religiões reencarnacionistas existentes, entretanto, este texto traz aquelas informações que pareceram mais significativas para a defesa desta tese.
Acreditamos que, actualmente, o único empecilho à aceitação da reencarnação pela ciência estabelecida é o preconceito, o que é inconcebível."
"Ingressámos no terceiro milénio e a biologia avança rapidamente sobre as moléculas e os átomos, decifrando os segredos mais íntimos dessas nanomáquinas que são as células. Apesar de todo o conhecimento gerado até hoje, questões básicas como o conceito de vida e a evolução das espécies continuam sem consenso. Ao contrário do que esperavam os materialistas, a genética e a fisiologia vêm confirmando a necessidade de se admitir a existência de um "metassistema", ou seja, uma estrutura não material organizadora, para se entender a vida e os seres vivos. Faz-se necessária uma mudança de paradigma e, no bojo desta mudança, o conceito da reencarnação ressurge, não mais como um dogma, mas como hipótese científica. Este livro apresenta alguns conceitos e evidências científicas como material de reflexão sobre a reencarnação."
Retirado de:
IANDOLI JR, Décio - A Reencarnação como Lei Biológica. - São Paulo: Fé, Editora Jornalística Lda., 2004.
Sobre o AUTOR:
Décio Iandoli Jr. é médico-cirurgião, com doutoramento em medicina pela Universidade Federal Paulista (Unifesp-EPM) e autor dos livros Fisiologia Transdimensional e Ser Médico e Ser Humano. É professor titular da cadeira de Fisiologia da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Santos (AME-S).
sábado, 9 de abril de 2011
Recomeçar...
Não importa onde você parou... em que momento da vida você se cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos...
Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento"..
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...
Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar.
Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?
Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer!
Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta!
Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis.
O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar...
E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios.
Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo.
Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo.
Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar.
Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você.
Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado.
Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes.
Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo.
Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos...
Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas.
Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem.
Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante puder ajudá-las.
Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece.
Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos.
Lembre-se: o dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história.
Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente.
Pense nisso e não perca nem mais um minuto!
(In: Momento de reflexão - http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=237 em 09/04/2011)
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos...
Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento"..
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...
Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar.
Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?
Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer!
Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta!
Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis.
O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar...
E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios.
Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo.
Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo.
Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar.
Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você.
Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado.
Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes.
Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo.
Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos...
Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas.
Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem.
Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante puder ajudá-las.
Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece.
Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos.
Lembre-se: o dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história.
Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente.
Pense nisso e não perca nem mais um minuto!
(In: Momento de reflexão - http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=237 em 09/04/2011)
Aprender com os erros
A perfeição ainda é um estado muito distante da Humanidade.
Todos os habitantes da Terra possuem fissuras morais e cometem equívocos.
Na verdade, errar não é um escândalo, no contexto das Leis Divinas.
Deus não criou as criaturas perfeitas, mas perfectíveis.
Os Espíritos encarnam e reencarnam infinitas vezes para desenvolver as virtudes cujo potencial trazem em seu íntimo.
A fim de que cresçam em vontade, sabedoria e amor, dispõem de livre-arbítrio.
Caso não pudessem fazer opções, seriam simples marionetes.
Como podem optar, é natural que nem sempre sejam felizes em seus atos.
O outro lado desse processo de aprendizado é a responsabilidade.
Ao desenvolver a consciência e a vontade, a influência dos instintos primitivos declina e a liberdade se expande.
A criatura torna-se cada vez mais responsável por seus atos e pensamentos.
Os equívocos são naturais para quem transita da ignorância para a sabedoria.
Apenas é necessário reparar todos os estragos causados.
Justamente por isso constitui sinal de imaturidade recusar-se a admitir os próprios erros.
A humildade constitui pressuposto do aprendizado.
Quem se imagina infalível e superior a todos mantém-se estagnado.
Para entrar em sintonia com a vida, impõe-se atentar para a Lei do progresso.
O Universo todo é dinâmico.
As espécies animais e vegetais aperfeiçoam-se incessantemente.
Mesmo a configuração física da Terra não é estática.
Da mesma forma que as espécies inferiores, o homem possui um papel a desempenhar no concerto da Criação.
Ele está inserido na natureza e deve ser um agente do progresso.
Mas para impulsionar o progresso é necessário estar sempre evoluindo.
Assim, para não trair a missão de sua existência, proponha-se a ser cada vez melhor.
Admita sua imperfeição, mas não se acomode com ela.
Por vezes você erra, mas isso é normal.
Cuide para aprender com seus erros, a fim de não repeti-los inúmeras vezes.
E também assuma as consequências, boas ou más, de seus atos.
Repare todos os estragos que eventualmente causar.
Pague suas dívidas, peça desculpas, recomponha-se perante seus semelhantes.
Sem dúvida é necessário algum esforço para reconhecer um equívoco e retificar o próprio caminho.
Mas você viverá para sempre.
Certamente deseja, algum dia, ser uma pessoa sábia e pacificada.
Como ninguém fará o seu trabalho, esforce-se desde já para ser assim.
Ao se recusar a admitir um equívoco, você retarda a realização de seu luminoso destino.
Compenetre-se em seu papel de aprendiz e demonstre boa vontade para com a vida.
Não se apegue a coisas pequenas, como a vaidade e o orgulho.
Tais fissuras morais somente o infelicitam.
Aprenda a fazer o bem sem qualquer interesse pessoal ou sentimento oculto.
Ame e respeite a vida, seja nobre e solidário.
No início pode ser necessária alguma disciplina.
Mas com o tempo você incorporará esse modo de viver e será uma pessoa maravilhosa.
Eis uma meta pela qual vale a pena lutar.
In: Momento de reflexão (http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=1242 em 09/04/2011)
Todos os habitantes da Terra possuem fissuras morais e cometem equívocos.
Na verdade, errar não é um escândalo, no contexto das Leis Divinas.
Deus não criou as criaturas perfeitas, mas perfectíveis.
Os Espíritos encarnam e reencarnam infinitas vezes para desenvolver as virtudes cujo potencial trazem em seu íntimo.
A fim de que cresçam em vontade, sabedoria e amor, dispõem de livre-arbítrio.
Caso não pudessem fazer opções, seriam simples marionetes.
Como podem optar, é natural que nem sempre sejam felizes em seus atos.
O outro lado desse processo de aprendizado é a responsabilidade.
Ao desenvolver a consciência e a vontade, a influência dos instintos primitivos declina e a liberdade se expande.
A criatura torna-se cada vez mais responsável por seus atos e pensamentos.
Os equívocos são naturais para quem transita da ignorância para a sabedoria.
Apenas é necessário reparar todos os estragos causados.
Justamente por isso constitui sinal de imaturidade recusar-se a admitir os próprios erros.
A humildade constitui pressuposto do aprendizado.
Quem se imagina infalível e superior a todos mantém-se estagnado.
Para entrar em sintonia com a vida, impõe-se atentar para a Lei do progresso.
O Universo todo é dinâmico.
As espécies animais e vegetais aperfeiçoam-se incessantemente.
Mesmo a configuração física da Terra não é estática.
Da mesma forma que as espécies inferiores, o homem possui um papel a desempenhar no concerto da Criação.
Ele está inserido na natureza e deve ser um agente do progresso.
Mas para impulsionar o progresso é necessário estar sempre evoluindo.
Assim, para não trair a missão de sua existência, proponha-se a ser cada vez melhor.
Admita sua imperfeição, mas não se acomode com ela.
Por vezes você erra, mas isso é normal.
Cuide para aprender com seus erros, a fim de não repeti-los inúmeras vezes.
E também assuma as consequências, boas ou más, de seus atos.
Repare todos os estragos que eventualmente causar.
Pague suas dívidas, peça desculpas, recomponha-se perante seus semelhantes.
Sem dúvida é necessário algum esforço para reconhecer um equívoco e retificar o próprio caminho.
Mas você viverá para sempre.
Certamente deseja, algum dia, ser uma pessoa sábia e pacificada.
Como ninguém fará o seu trabalho, esforce-se desde já para ser assim.
Ao se recusar a admitir um equívoco, você retarda a realização de seu luminoso destino.
Compenetre-se em seu papel de aprendiz e demonstre boa vontade para com a vida.
Não se apegue a coisas pequenas, como a vaidade e o orgulho.
Tais fissuras morais somente o infelicitam.
Aprenda a fazer o bem sem qualquer interesse pessoal ou sentimento oculto.
Ame e respeite a vida, seja nobre e solidário.
No início pode ser necessária alguma disciplina.
Mas com o tempo você incorporará esse modo de viver e será uma pessoa maravilhosa.
Eis uma meta pela qual vale a pena lutar.
In: Momento de reflexão (http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=1242 em 09/04/2011)
Pensamentos... ao acaso...
Carlos Drummond de Andrade
Poeta brasileiro, 1902-1987
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca."
Francisco Cândido Xavier
Médium e escritor espírita brasileiro, 1910-2002
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
Cora Coralina
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, poetisa brasileira, 1889-1985
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."
Rafael Alves Morais
"Não nascemos para crescer e morrer; Vivemos para aprender a ser eternos."
Jonathan Swift
Escritor irlandês (1667-1745)
"Ninguém deve se envergonhar por descobrir ter estado errado a vida inteira; isso significa que a pessoa está mais madura e mais inteligente hoje do que ontem."
Albert Einstein
Físico alemão (1879-1955)
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se: Se escolher o mundo, ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo!"
Dalai Lama
Tenzin Gyatso. monge e lama tibetano (1935)
"Só existem dois dias do ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."
Martin Luther King
Pastor evangélico e ativista político norte-americano, 1929-1968
"Cada dia é o dia do julgamento, e nós, com nossos atos e nossas palavras, com nosso silêncio e nossa voz, vamos escrevendo continuamente o livro da vida. A luz veio ao mundo e cada um de nós deve decidir se quer caminhar na luz do altruísmo construtivo ou nas trevas do egoísmo. Portanto, a mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: 'O que fiz hoje pelos outros?'"
Bertrand Russell
Matemático, filósofo e lógico galês, 1872-1970
"Temer o amor é temer a vida, e os que temem a vida já estão meio mortos."
Autor desconhecido
"Somos semelhantes a animais quando matamos. Somos semelhantes a homens quando julgamos. Somos semelhantes a Deus quando perdoamos."
Autor desconhecido
"Não há dor sem causa nem lágrimas sem procedência justa. Nossos obstáculos de agora foram tecidos por nós mesmos. Tenhamos, pois, a coragem de eliminá-los a golpes de esforço próprio baseados na caridade, que é luz acesa em nosso roteiro de ascensão para Deus."
Mahatma Gandhi
Mohandas Karamchand Gandhi, pacifista indiano, 1869-1948
"A força não provém de uma capacidade física e sim de uma vontade indomável."
Helena Blavatsky
Helena Petrovna von Hahn, escritora russa, 1831-1891
"O homem faz de si a imagem de seus sonhos."
Confúcio
Kung-Fu-Tze, mestre, filósofo e teórico político chinês, 551 a.C.-479 a.C.
"O que eu ouço, esqueço. O que eu vejo, lembro. O que eu faço, aprendo."
William George Ward
Teólogo inglês, 1812-1882
"O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas."
Antoine de Saint-Exupery
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador e piloto francês, 1900-1944
"Nada iguala o sabor do pão compartilhado."
João Paulo Segundo
Primeiro papa polonês, 1920-2005
"Não há paz sem justiça, não há paz sem perdão."
Ciência e Espiritismo de mãos dadas
A codificação espírita é hoje o principal compêndio de conhecimento sobre a origem e destino da vida humana, dos espíritos. Por conseguinte é a chave do estudo das causas e dos efeitos, nomeadamente sobre a continuidade da vida depois do desencarne, da comunicação via pensamento, do ciclo da natureza, da forma de vida noutros planetas. E sendo a ciência um dos motores indutores da razão, esta será um relevante actor para a abertura de novos campos de pesquisa.
A Ciência terá um papel fundamental para tornar simples e evidente o que hoje ainda parece complexo ou ambíguo, nomeadamente sobre a multiplicidade de saberes de que trata a codificação espírita. A ciência será o atractor para que outros "lideres de opinião" possam realizar o seu trabalho de difusão da inovação social, pela via da razão, que justificará, nomeadamente, os efeitos da comunicação espiritual, da vida para além da morte (do corpo), da necessidade e consequências da solidariedade indulgente, da utilização do livre arbítrio.
O outro factor é a Filosofia e o seu papel poderá ser o veículo natural das realidades de Deus, comunicando-as como verdades para aceitação.
Contudo, com o apoio da reflexão filosófica, será possível fazer mellhor uso da razão, particularmente no que concerne à compreensão das realidades de Deus, à prática de uma fé mais racional e ao apoio à evolução das próprias confissões religiosas.
As escolas de filosofia poderão assim ter um papel fundamental na alavancagem do trabalho das religiões, tanto no que concerne à pesquisa no domínio espiritual, ou seja, da relação espírito-matéria , como na difusão e fusão destas novas escolas de pensamento na educação individual e social.
Todavia, tal como concretizado por Jesus, também o trabalho social no terreno se torna fundamental, pelo que além da educação, da instrução do exercício da razão, há o exemplo pelo trabalho, pela solidariedade e por estes, a acção do amor. O amor é, afinal, a premissa da inovação social mais óbvia, mas também a que tem sido mais difícil de difundir. Com este trabalho em curso e alargado a outras dinâmicas da sociedade civil, académica e religiosa será possível combater a ignorância... (...) e concretizar o clamado por Camões, Pessoa e José Gil, o Quinto Império, da espiritualidade.
Fernando Pessoa escreveu: "Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
A que Portugal se referiria Pessoa? Ao Portugal do território que conhecemos, ou à ideia que esteve na base da sua criação? "
(Extrato do artigo "Quero saber" publicado no "Jornal Espírita: mensário de divulgação filosófica, científica, moral e religiosa", de Setembro de 2010, Director . Arnaldo Costeira)
A Ciência terá um papel fundamental para tornar simples e evidente o que hoje ainda parece complexo ou ambíguo, nomeadamente sobre a multiplicidade de saberes de que trata a codificação espírita. A ciência será o atractor para que outros "lideres de opinião" possam realizar o seu trabalho de difusão da inovação social, pela via da razão, que justificará, nomeadamente, os efeitos da comunicação espiritual, da vida para além da morte (do corpo), da necessidade e consequências da solidariedade indulgente, da utilização do livre arbítrio.
O outro factor é a Filosofia e o seu papel poderá ser o veículo natural das realidades de Deus, comunicando-as como verdades para aceitação.
Contudo, com o apoio da reflexão filosófica, será possível fazer mellhor uso da razão, particularmente no que concerne à compreensão das realidades de Deus, à prática de uma fé mais racional e ao apoio à evolução das próprias confissões religiosas.
As escolas de filosofia poderão assim ter um papel fundamental na alavancagem do trabalho das religiões, tanto no que concerne à pesquisa no domínio espiritual, ou seja, da relação espírito-matéria , como na difusão e fusão destas novas escolas de pensamento na educação individual e social.
Todavia, tal como concretizado por Jesus, também o trabalho social no terreno se torna fundamental, pelo que além da educação, da instrução do exercício da razão, há o exemplo pelo trabalho, pela solidariedade e por estes, a acção do amor. O amor é, afinal, a premissa da inovação social mais óbvia, mas também a que tem sido mais difícil de difundir. Com este trabalho em curso e alargado a outras dinâmicas da sociedade civil, académica e religiosa será possível combater a ignorância... (...) e concretizar o clamado por Camões, Pessoa e José Gil, o Quinto Império, da espiritualidade.
Fernando Pessoa escreveu: "Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!"
A que Portugal se referiria Pessoa? Ao Portugal do território que conhecemos, ou à ideia que esteve na base da sua criação? "
(Extrato do artigo "Quero saber" publicado no "Jornal Espírita: mensário de divulgação filosófica, científica, moral e religiosa", de Setembro de 2010, Director . Arnaldo Costeira)
Não vim trazer a paz mas a espada
"Não vim trazer a paz, mas a espada"
Foi mesmo Jesus, a personificação da doçura e da bondade, Ele que não deixava de pregar o amor ao próximo, quem disse estas palavras. Mas, então, estas palavras não estão em flagrante contradição com o seu ensino? Não é blasfémia atribuir-lhe a linguagem de um conquistador sanguinário e devastador? Não, não há blasfémia nem contradição porque foi Ele mesmo quem as pronunciou, e elas atestam a Sua elevada sabedoria. Somente a forma um tanto equivoca não exprime exactamente o seu pensamento, o que provocou alguns enganos quanto ao seu verdadeiro sentido. Tomadas ao pé da letra, elas tenderiam a transformar a Sua missão numa missão de turbulências e discórdias, consequência absurda, que o bom-senso rejeita, pois Jesus não podia contradizer-se.
Toda a ideia nova encontra forçosamente oposição, e não houve uma única que se implantasse sem lutas. A resistência, nesses casos, será sempre na razão da importância dos resultados previstos pois quanto maior ela for maior será o número de interesses ameaçados. Se for uma ideia notoriamente falsa, considerada sem consequências, ninguém se perturba com ela, e a deixam passar, confiantes na sua falta de vitalidade. Mas se é verdadeira, se assenta em bases sólidas, se é possível entrever-lhe o futuro, um secreto pressentimento adverte os seus antagonistas de que se trata de um perigo para eles, para a ordem de coisas por cuja manutenção se interessam. É por isso que se lançam contra ela e seus adeptos. (...)
Jesus vinha proclamar uma doutrina que minava pelas bases a situação de abusos em que viviam os Fariseus, os Escribas e os Sacerdotes do seu tempo. Por isso o fizeram morrer julgando matar a ideia com a morte do homem. Mas a ideia sobreviveu, porque era verdadeira ... (...) ela subvertia as crenças seculares, a que muitos se apegavam, mais por interesse do que por convicção. Era lá que as lutas mais terríveis esperavam os seus apóstolos; as vitimas foram inumeráveis; mas a ideia cresceu sempre e saiu triunfante, porque superava, como verdade, as suas antecessoras.
Observe-se que o Cristianismo apareceu quando o Paganismo declinava, debatendo-se contra as luzes da razão. Convencionalmente ainda o praticavam, mas a crença já tinha desaparecido, de maneira que apenas o interesse pessoal o sustinha. Ora o interesse é tenaz, não cede nunca à evidência e irrita-se tanto mais quanto mais peremptórios são os raciocínios que se opõem e que melhor demonstram o seu erro. Bem sabe que está errado, mas isso pouco lhe importa, pois a verdadeira fé não lhe interessa; pelo contrário, o que mais o amedronta é a luz que esclarece os cegos. O erro lhe é proveitoso, e por isso a ele se aferra, e o defende.
Sócrates não formulara também uma doutrina, até certo ponto, semelhante à do Cristo? Por que então não prevaleceu naquela época, no seio de um dos povos mais inteligentes da terra? Porque os tempos ainda não haviam chegado. Ele semeou em terreno não preparado: O Paganismo não estava suficientemente gasto. Cristo recebeu a sua missão providencial no tempo devido. Nem todos os homens do seu tempo estavam à altura das ideias cristãs, mas havia um clima geral de aptidão para assimilá-las, porque já se fazia sentir o vazio que as crenças vulgares deixavam na alma. Sócrates e Platão abriram o caminho e prepararam os Espíritos.
Os adeptos da nova doutrina infelizmente não se entenderam sobre a interpretação das palavras do Mestre, na maioria veladas por alegorias e expressões figuradas. Daí surgirem, desde o princípio, as numerosas seitas que pretendiam, todas elas, a posse exclusiva da verdade, e que dezoito séculos não conseguiram pôr de acordo. Esquecendo o mais importante nos preceitos divinos, aquele de que Jesus havia feito a pedra angular do seu edifício e a condição expressa da salvação: a caridade, a fraternidade e o amor ao próximo, essas seitas se anatematizaram reciprocamente, arremeteram-se umas contra as outras, as mais fortes esmagando as mais fracas, afogando-as em sangue, ou nas torturas e nas chamas das fogueiras. Os cristãos, vencedores do Paganismo, passaram de perseguidos a perseguidores. Foi a ferro e fogo que plantaram a cruz do cordeiro sem mácula nos dois mundos. É um facto comprovado que as guerras de religião foram mais cruéis e fizeram um maior número de vitimas do que as guerras políticas, e que em nenhuma outra se cometeram tantos actos de atrocidade e de barbárie.
Seria a culpa da doutrina do Cristo? Não por certo, pois ela condena formalmente toda a violência. (...) [Cristo] disse aos seus discípulos: Todos os homens são irmãos, e Deus é soberanamente misericordioso; amai o vosso próximo; amai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos perseguem. E lhes disse ainda: quem matar com a espada perecerá pela espada. A responsabilidade, portanto, não é da doutrina de Jesus, mas daqueles que a interpretaram falsamente, transformando-a num instrumento ao serviço das suas paixões. Daqueles que ignoraram estas palavras: o meu Reino não é deste mundo.
Jesus, na sua profunda sabedoria, previu o que devia acontecer. Mas, essas coisas, eram inevitáveis porque decorriam da própria inferioridade da natureza humana, que não podia ser transformada subitamente. Era necessário que o Cristianismo passasse por essa prova demorada e cruel, de dezoito séculos, para demonstrar toda a sua pujança: porque, apesar de todo o mal cometido em seu nome, ele saiu dela puro, e jamais esteve em causa. A censura sempre caiu sobre os que dela abusaram, pois a cada acto de intolerância sempre se disse: Se o Cristianismo fosse melhor compreendido e melhor praticado, isso não teria acontecido.
Quando Jesus disse: Não penseis que vim trazer a paz, mas a divisão - o seu pensamento era o seguinte:
"Não penseis que a minha doutrina se estabeleça pacificamente. Ela trará lutas sangrentas, para as quais o meu nome servirá de pretexto. Porque os homens não me haverão compreendido, ou não terão querido compreender-me. Os irmãos, separados pelas suas crenças, lançarão a espada um contra o outro, e a divisão se fará entre os membros de uma mesma família, que não terão a mesma fé. Vim lançar o fogo na terra, para consumir os erros e os preconceitos, como se põe fogo num campo para destruir as ervas daninhas, e anseio que se acenda, para que a depuração se faça mais rapidamente, pois dela sairá triunfante a verdade. À guerra sucederá a paz; ao ódio dos partidos a fraternidade universal; às trevas do fanatismo, a luz da fé esclarecida.
Então, quando o campo estiver preparado, eu vos enviarei o Consolador, o Espírito da Verdade, que virá restabelecer todas as coisas, ou seja, ao dar a conhecer o verdadeiro sentido das minhas palavras, que os homens mais esclarecidos poderão enfim compreender, porá termo à luta fratricida que divide os filhos de um mesmo Deus. Cansados, afinal, de um combate sem solução, que só acarreta desolação, e leva o distúrbio até mesmo ao seio das famílias, os homens reconhecerão onde se encontram os seus verdadeiros interesses, no tocante a este e ao outro mundo, e verão de que lado se encontram os amigos e os inimigos da sua tranquilidade. Nesse momento, todos virão abrigar-se sob a mesma bandeira: a da caridade, e as coisas serão restabelecidas na Terra, segundo a verdade e os princípios que vos ensinei."
(In: Kardec, Allan - O Evangelho segundo o Espiritismo)
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