quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Obrigado Senhor!

Meu Deus
eu gostaria de ser um cendal de estrelas para que as noites da Terra fossem luminosas. Mas na minha insensatez eu Te peço desta vez, se eu não puder ser um cendal de astros, que pelo menos eu seja um pirilampo na noite escura, iluminando a amargura de quem tropeça na escuridão.
Eu desejaria ser a chuva generosa que, tombando sobre a Terra porosa, reverdecesse o chão. Mas se eu não conseguir, eu Te quero pedir para ser um copo com água fria, matando a sede, a agonia de alguém na desesperação.
Eu desejaria ser um pomar de flores de todas as cores para embelezar a Terra. Mas não hei-de lograr e, então, Te quero rogar para ser uma rosa solitária na frincha da rocha colocando beleza no altar da Natureza.
Senhor,
eu desejaria ser um trigal para de pão repletar a mesa da humanidade. Porém, na minha necessidade nunca lograrei. Então, eu te rogarei para que me transformes num grão que caindo no chão reverdeça e cubra a mesa do futuro com a benção do pão.
Eu desejaria ser uma escada altaneira que levasse a humanidade inteira à plenitude do reino dos céus. Mas eu sou tão pobre... deixa-me ser pelo menos o primeiro degrau.
Desejaria ser um pomar, uma árvore solitária projectando sombra no chão ou alguém que, ali estando quando passasse outrém pelo meu caminho, eu lhe perguntasse: - Olá, para onde vais? E, se ele me inquirisse : - Quem és tu? Eu lhe pudesse dizer: - Sou teu irmão, dá-me tua mão, eu irei contigo, sou teu amigo. E passo a passo eu fosse com ele gritando: - Senhor, eu desejaria ser esteta, poeta, orador, desejaria ser alguém que cantasse a tua grandeza. Porém, falta-me o estro, a magia, a beleza, a poesia e, como nada sou, deixa-me dizer-Te: - Senhor, muito obrigado porque eu nasci, obrigado porque creio em Ti
Pelo Teu Amor, Obrigado Senhor!
  



 

 Poema de Divaldo Pereira Franco 
citado segundo o próprio, na conferência "5th Spiritist Federation of Florida Conference - 7/8 de Março de 2015"







terça-feira, 21 de julho de 2015

Nova Sagres





Pátria minha, porque me entendes morto, 
E, portanto, acabado me presumes, 
Estranhas que te fale deste porto, 
Que deserto supões, e crês sem lumes. 
Amar-te, todavia, é meu conforto,
Ainda que em denso olvido tu me enfumes, 
Porquanto o amor, que vero e bom se preza, 
Pode esquecido ser, mas não despreza!   

Deste plano mais alto, mais se avista, 
E juízos se faz bem mais isentos... 
Tu, porém, me ressurges sempre, à vista, 
Clara de sol e airada de bons ventos! 
Mesmo que veja em ti sombra que exista, 
Jamais fui de me dar a vãos lamentos. 
Eu creio firmemente em teu destino, 
Bem sofrido, talvez, mas peregrino!  

Se d’algo prevenir-te assaz quisera,
É duma Nova Sagres que em ti nasce... 
Escola que prepara a primavera 
Dum novo dia que te surge à face. 
Nova luz para a Europa, em nova era, 
Quis Deus que do teu solo se elevasse: 
Espírita, de certo, e Portuguesa, 
Nossa Federação, nossa riqueza! 

Helil apresta o Exército que reme... 
Volve à trincheira o glorioso Infante! 
Portugal se reergue, qual gigante, 
Do Velho Mundo novamente ao leme!
Cristo abençoa o pavilhão flamante 
Que nos céus lusitanos brilha e treme: 
Jesus, Kardec e Amor — lema sublime, 
Nessa bandeira célica se imprime!  

Excelsa vocação dum grande povo: 
Mundos ocultos descobrir às gentes! 
Agora, em mares de ideais, de novo 
Tem-vos o mundo, ó bravos lusos crentes! 
Não é debalde que vos canto e louvo, 
Companheiros amados e valentes! 
Deus salve a Lusitânia, nobre e santa!
 Deus salve Portugal que se alevanta!...   

LUÍS DE CAMÕES  (Poema ditado a Hernâni T. Sant’Anna, pelo espírito de Luís de Camões, em 7-1-1977, na FEB)

segunda-feira, 13 de julho de 2015


Árdua ascensão


"À guisa de auxílio, dir-te-ei que o Espiritismo surgiu como Doutrina, em França, por metade do século passado, quando Allan Kardec, pseudónimo do eminente Prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail, apresentou o resultado dos seus estudos e investigações em torno dos fenómenos parapsíquicos que, em todos os tempos, se manifestaram na Humanidade, dando-lhes uma coordenação lógica e uma ética moral defluente do facto largamente comprovado. Porque envolvendo o Espírito, o seu destino após a morte, as suas relações com os homens, a justiça divina das reencarnações, a moral do Cristo como base, é a religião da razão e da lógica, da ciência e da filosofia, sem qualquer compromisso com dogmas, cerimoniais, cultos, ortodoxias, sacerdócio. É a religação da criatura com o Criador, sem quaisquer intermediários. Graças a essa Doutrina, que nos libertou das superstições e crendices, da ignorância, dando dignidade moral e cultural à mediunidade, aqui nos encontramos dialogando, caídas as barreiras que, aparentemente, nos impediam a comunicação. Agora, nesta era feliz, ciência e religião abraçam-se, auxiliando-se reciprocamente na elucidação dos enigmas e liberação das dificuldades, objetivando o homem integral. (pag.120-121)

(...)

" - Há uma conceituação muito equivocada a respeito do sentido da vida e da morte, que nos cabe abandonar.  Refere-se à felicidade presente e futura do homem. A primeira é considerada puramente do ponto de vista do prazer físico, ou emocional, imediatista, que sempre desagua em frustração, em tédio, em amargura, impelindo a novas buscas mais tormentosas e menos saciadoras, até a entrega às aberrações, aos vícios escravizadores, pórtico da loucura e do suicídio. Há pessoas que, atingindo expressiva idade física e apercebendo-se da proximidade da morte, fenómeno biológico esse que pode ocorrer a qualquer instante, não se dão conta da finalidade da vida, dos seus objectivos, descobrindo, tardiamente, que não a aproveitaram devidamente e que a existência transcorreu quase em vão... Os que assim procedem, atravessam esse período, a terceira idade, intolerantes, irreverentes, mal-humorados, difíceis de ser suportados porque se desforçam do próprio fracasso, embora inconscientemente, naqueles que lhes compartem a desagradável convivência.
A segunda, a felicidade futura, a que vem após a morte, é posta à margem, pelo horror que a mesma - a desencarnação - inspira, inclusive a muitos religiosos que nela vêem o fim da vida desarmados de conhecimentos para entendê-la. Com o Espiritismo melhor compreendemos o sentido da morte e a finalidade da vida, desde que as barreiras de separação diluem-se, transformando-se em campo de vibrações que podem ser penetradas de um para o outro lado, e reciprocamente.
Ora essa visão e compreensão da vida e da morte, bem como a posse dos valores que capacitam a um pleno entendimento das suas realidades, resultam, de certa forma, das heranças ancestrais do ser, que as acumula no transcurso das reencarnações anteriores. (pags.143-144)

Excertos do livro do espírito Victor Hugo, "Árdua ascensão", psicografado por Divaldo Pereira Franco. 7ª edição. Salvador (Baía): Livraria Espírita Alvorada, 2002.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014



(Amor - União)



"O amor das almas gêmeas é aquele que o Espírito, um dia,
sentirá pela Humanidade inteira."
- Emmanuel




Há uma gradação do amor, no seio das manifestações da natureza visível e invisível?
- Sem dúvida, essa gradação existiu em todos os tempos, como gradativa é a posição de todos os seres na escala infinita do progresso. O amor é a lei própria da vida e, sob o seu domínio sagrado, todas as criaturas e todas as coisas se reunem ao Criador, dentro do plano grandioso da unidade universal.
Desde as manifestações mais humildes dos reinos inferiores da Natureza, observamos a exteriorização do amor em sua feição divina. Na poeira cósmica, sínteses da vida, têm as atrações magnéticas profundas; nos corpos simples, vemos as chamadas “precipitações” da química; nos reinos mineral e vegetal verificamos o problema das combinações indispensáveis. Nas expressões da vida animal; observamos o amor em todo, em gradações infinitas, da violência à ternura, nas manifestações do irracional.
No caminho dos homens é ainda o amor que preside a todas as atividades da existência em família e em sociedade. Reconhecida a sua luz divina em todos os ambientes, observaremos a união dos seres como um ponto sagrado, de referência dessa lei única que dirige o Universo.
Das expressões de sexualidade, o amor caminha para o supersexualismo, marchando sempre para as sublimadas emoções da espiritualidade pura, pela renúncia e pelo trabalho santificantes, até alcançar o amor divino, atributo dos seres angelicais, que se edificaram para a união com Deus, na execução de seus sagrados desígnios do Universo.

Será uma verdade a teoria das almas gêmeas?
- No sagrado mistério da vida, cada coração possui no Infinito a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem à gloriosa imortalidade.
Criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união perene é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentaram a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, envolvendo umas para as outras num turbilhão de ansiedades angustiosas; atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram no acervo real para os seus corações – a da ventura de sua união pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.

Existe nos textos sagrados algum elemento de comprovação para a teoria das almas gêmeas?
- Somos dos primeiros a reconhecer que em todos os textos necessitamos separar o espírito da letra; contudo, é justo lembrar que nas primeiras páginas do Antigo Testamento, base da Revelação Divina, está registrada: “e Deus considerou que o homem não devia ficar só”.

A atração das almas gêmeas é traço característico de todos os planos de luta na Terra?
- O Universo é o plano infinito que o pensamento divino povoou de ilimitadas e intraduzíveis belezas.
Para todos nós, o primeiro instante da criação do ser está mergulhado num suave mistério, assim como também a atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra, no instituto dos trabalhos, das experiências e das provas, no caminho infinito do Tempo.
A ligação das almas gêmeas repousa, para o nosso conhecimento relativo, nos desígnios divinos, insondáveis na sua sagrada origem, constituindo a fonte vital do interesse das criaturas para as edificações da vida. Separadas ou unidas nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia supremas, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino, finalidades profundas de todas as cogitações do ser, no Dédalo do destino.

A união das almas gêmeas pode constituir restrição ao amor universal?
O amor das almas gêmeas não pode efetuar semelhante restrição, porquanto, atingida a culminância evolutiva, todas as expressões afetivas se irmanam na conquista do amor divino. O amor das almas gêmeas, em suma, é aquele que o Espírito, um dia, sentirá pela Humanidade inteira.

Se todos os seres possuem a sua alma gêmea, qual a alma gêmea de Jesus-Cristo?
- Não julguemos acertado trazer a figura do Cristo para condiciona-la aos meios humanos, num paralelismo injustificável, porquanto em Jesus temos de observar a finalidade sagrada dos gloriosos destinos do espírito.
N’Ele cessaram os processos, sendo indispensável reconhecer na sua luz as realizações que nos compete atingir. Representando para nós outros a síntese do amor divino, somos compelidos a considerar que de sua culminância espiritual enlaçou no seu coração magnânimo, com a mesma dedicação, a Humanidade inteira, depois de realizar o amor supremo.

Perante a teoria das almas gêmeas, como esclarecer a situação dos viúvos que procuram, novas uniões matrimoniais, alegando a felicidade encontrada no lar primitivo?
- Não devemos esquecer que a Terra ainda é uma escola de lutas regeneradoras ou expiatórias, onde o homem pode consorciar-se várias vezes, sem que a sua união matrimonial se efetue com a alma gêmea da sua, muitas vezes distante da  esfera material.
A criatura transviada, até que se espiritualize para a compreensão desses laços sublimes, está submetida, no mapa de suas provações, a tais experiências, por vezes pesadas e dolorosas. A situação de inquietude e subversão de valores na alma humana justifica essa provação terrestre, caracterizada pela distância dos Espíritos amados, que se encontram num plano de compreensão superior, os quais, longe de desdenharem as boas experiências dos companheiros de seus afetos, buscam facultar-lhes com a máxima dedicação, de modo a facilitar o seu avanço direto às mais elevadas conquistas espirituais.

Os Espíritos evolutidos, pelo fato de deixarem algum amado na Terra, ficam ligados ao planeta pelos laços da saudade?
- Os espíritos superiores não ficam propriamente ligados ao orbe terreno, mas não perdem o interesse afetivo pelos seres amados que deixaram no mundo, pelos quais trabalham com ardor, impulsionando-os na estrada das lutas redentoras, em busca das culminâncias da perfeição.
A saudade, nessas almas santificadas e puras, é muito mais sublime e mais forte, por nascer de uma sensibilidade superior, salientando-se que, convertida num interesse divino, opera as grandes abnegações do Céu, que seguem os passos vacilantes do Espírito encarnado, através de sua peregrinação expiatória ou redentora na face da Terra.

Somente pela prece a alma encarnada pode auxiliar um Espírito bem-amado que a antecedeu na jornada do túmulo?
- A oração coopera eficazmente em favor do que partiu, muitas vezes com o espírito emaranhado na rede das ilusões da existência material. Todavia, o coração amigo que ficou aí no mundo, pela vibração silenciosa e pelo desejo perseverante de ser útil ao companheiro que o precedeu na sepultura, para os movimentos da vida, nos momentos de repouso do corpo, em que a alma evoluída pode gozar de relativa liberdade, pode encontrar o Espírito sofredor ou errante do amigo desencarnado, despertar-lhe à vontade no cumprimento do dever, bem como orienta-lo sobre a sua realidade nova, sem que a sua memória corporal registre o acontecimento na vigília comum.
Daí nasce à afirmativa de que somente o amor pode atravessar o abismo da morte.
(EMMANUEL - Da Obra “O CONSOLADOR” – 322 a 330 - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)

Observação do Instituto André Luiz: A teoria das "Almas Gêmeas" (livro O Consolador), de Emmanuel, foi contestada pela FEB, Federação Espírita Brasileira, por mostrar-se, segundo a institutição, em contradição à resposta dada pelos espíritos da Codificação (O Livro dos Espíritos, questões 298 e 299 ). Em amável resposta, Emmanuel corrigiu apenas a questão 378, alegando problemas de filtragem mediúnica e solicitou à editora a conservação, no livro, do texto relativo às "Almas Gêmeas", por tratar-se, segundo suas próprias palavras, de "tese mais complexa do que parece ao primeiro exame e sugere mais vasta meditação às tendências do século, no capítulo do "divorcismo" e do "pansexualismo"* (teoria segundo a qual todas as formas de comportamento se baseiam na sexualidade), que a ciência menos construtiva vem lançando nos espíritos, mesmo porque, com  a expressão "almas gêmeas", não desejamos dizer metades eternas, e ninguém, em rigor, pode estribar-se no enunciado para desistir de veneráveis compromissos assumidos na escola redentora do mundo, sob pena de aumentar os próprios débitos, com difíceis obrigações à frente da Lei."
Eis aí, portanto, nossa observação. Sugerimos uma leitura atenta à tese das almas gêmeas, para que fique bem claro que nosso estimado Emmanuel não se refere em momento algum a metades eternas, posto que implicaria em sugerir que somos incompletos; e nem se refere, muito menos, a sentimentos menores, a amores fugidios, a paixões enganosas ou a atrações sexuais ditas irresistíveis. Sobre o assunto, explica com clareza: "Para todos nós, o primeiro instante da criação do ser está mergulhado num suave mistério, assim como também a atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra, no instituto dos trabalhos, das experiências e das provas, no caminho infinito do Tempo. A ligação das almas gêmeas repousa, para o nosso conhecimento relativo, nos desígnios divinos, insondáveis na sua sagrada origem, constituindo a fonte vital do interesse das criaturas para as edificações da vida. Separadas ou unidas nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia supremas, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino, finalidades profundas de todas as cogitações do ser, no Dédalo do destino."


O texto que acima apresentámos é da responsabilidade do Instituto André Luiz e pode encontrar-se na World Wide Web apontando para http://www.institutoandreluiz.org/estudo_almas_gemeas.html













































































segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal de Amor

Jesus transcende tudo quanto a Humanidade jamais conheceu e estudou.

Personalidade singular, tem sido objeto de aprofundadas pesquisas através dos tempos, permanecendo, no entanto, muito ignorado.

Amado por uns e detestado por outros, conseguiu cindir o pensamento histórico, estabelecendo parâmetros de felicidade dantes jamais sonhada, que passaram a constituir metas desafiadoras para centenas de milhões de vidas.

Podendo ter disputado honrarias e destaques na comunidade do Seu tempo, elegeu uma gruta obscura para iluminá-Ia com o Seu berço de palha e uma cruz hedionda para despedir-se do convívio com as criaturas em Sua breve existência, na qual alterou totalmente as paisagens culturais do planeta.

Vivendo pobremente, em uma cidade sem qualquer significado social ou econômico, demonstrou que a inteligência e a sabedoria promanam do Espírito e não dos fatores hereditários, ambientais, educacionais, que podem contribuir para o seu desdobramento, nunca porém, para a sua gênese.

Movimentando-se entre multidões sequiosas de orientação, numa época de inconcebíveis preconceitos de todo gênero, elegeu sempre os indivíduos mais detestados, combatidos, perseguidos, excluídos, sem que abandonasse aqueles que se encontravam em patamares mais elevados na ribalta dos valores terrestres.

Portador de incomum conhecimento da vida e das necessidades humanas, falava pouco, de forma que todos lhe apreendessem os ensinamentos e os incorporassem ao cotidiano, sem preocupar-se com os formalismos existentes.

Utilizando-se de linguagem simples e de formosas imagens que eram parte do dia-a-dia de todas as criaturas, compôs incomparáveis sinfonias ricas de esperanças e de bênçãos que prosseguem embalando o pensamento após quase dois mil anos desde quando foram apresentadas.

Nunca se permitiu uma conduta verbal e outra comportamental diferenciadas. Todos os Seus ditos encontram-se confirmados pelos Seus feitos.

Compartilhando da companhia dos párias, não se fez miserável; atendendo aos revoltados, nunca se permitiu rebelião; participando das dores gerais, manteve-se em saudável bem-estar que a todos contagiava.

Jovial e alegre, cantava os Seus hinos à vida e a Deus, sem nunca extravasar em gritaria, descompasso moral ou vulgaridade de conduta.

Amando, sem cessar, preservou o respeito por todos os seres vivos, especialmente dignificando a mulher, que sempre foi exprobrada, incompreendida, explorada, perseguida, humilhada...

Ergueu os combalidos, sem maldizer aqueles que os abandonavam.

Socorreu os infelizes, jamais condenando os responsáveis pelas misérias sociais e econômicas do Seu tempo.

... E mesmo quando abandonado, escarnecido, julgado e condenado sem culpa, manteve a dignidade incomparável que Lhe assinalava a existência, não repartindo com ninguém Suas dores e o holocausto a que se submeteu.

*

Jesus é mais do que um símbolo para a Humanidade de todos os tempos.

Mudaram as paisagens sociais e culturais no transcurso dos séculos, enquanto os indivíduos da atualidade continuam mais ou menos semelhantes àqueles do Seu tempo.

A dor prossegue jugulando ao seu eito as vidas que estorcegam em sua crueza; o orgulho enceguece vidas; o egoísmo predomina nos relacionamentos e interesses sociais; a violência dilacera as esperanças; o crime campeia à solta, e o ser humano parece descoroçoado, sem rumo.

Doutrinas salvacionistas surgem e desaparecem, propostas revolucionárias são apresentadas cada dia e sucumbem sob os camartelos dos desequilíbrios, filosofias multiplicam-se e generaliza-se a loucura dizimando as vidas que Ihes tombam nas armadilhas soezes...

Jesus, no entanto, permanece o mesmo, aguardando aqueles que O queiram seguir.

Uns adulteraram-Lhe as palavras, outros tentam atualizá-lO, mesclando Sua austeridade com a insensatez que vige em toda parte, procurando assim confundir a Sua alegria com a alucinação dos sentidos exaltados pelo sexo em desalinho, e, não obstante, nada macula Suas lições, nem diminui de intensidade a Sua proposta libertadora.

Educador por excelência, despertava o interesse dos Seus ouvintes, mantendo diálogos repassados de incomum habilidade psicológica, de forma a penetrar no âmago dos problemas existenciais, sem permitir-se reproche ou desdém.

Psicoterapeuta excepcional, identificava os conflitos sem que se fizesse necessária a verbalização por parte do enfermo, auxiliando-o a dignificar-se e liberar-se da injunção perturbadora em clima de verdadeira fraternidade.

Os poucos anos do Seu ministério, todavia, assinalaram a História com luzes que jamais se apagarão e continuarão apontando rumos para o futuro.

*

Por tudo isso, o Natal de Jesus é sempre renovador convite a uma releitura da Sua mensagem, a novas reflexões em torno das Suas palavras de luz, à revivescência dos Seus projetos de amor para com a Humanidade.

A alegria que deve dominar aqueles que O amam, evocando o Seu berço, ao invés de ser estrídula e agitada, há de espraiar-se como contribuição para diminuir as aflições e modificar as estruturas carcomidas da sociedade atual, trabalhando-as de forma a propiciar felicidade, oportunidade de trabalho, de dignificação, de saúde e de educação para todas as pessoas.

Distende, portanto, em homenagem ao Seu nascimento, a tua quota de amor a todos quantos te busquem, de forma que eles compreendam a qualidade e o elevado padrão do teu relacionamento espiritual com Ele, interessando-se também por vincular-se a esse Amigo de todas as horas.

Não desperdices a oportunidade de demonstrar que o Natal de Jesus é permanente compromisso de amor entre os Céus e a Terra através dEle, que se fez a ponte entre os homens e Deus, e que continua, vigilante e amigo, pronto para ajudar e conduzir todos aqueles que desejem a plenitude.


Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na noite de 7 de setembro de 2000, em Salvador, Bahia.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Tributo a Madiba 

(Nelson Mandela)


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Invictus

 
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
 

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
 

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
 

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.


William E Henley



Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

(versão em português por André C. S. Masini)

sábado, 16 de novembro de 2013

Calma







Muitas vezes nos deparamos com situações, onde, pela ausência da calma

e da paciência podemos causar ou agravar problemas de difícil reparação.



Qualquer que seja o momento difícil por que estejamos passando, procuremos manter a calma,

pois somente assim teremos o controle da situação.



A calma nos dá o tempo necessário para raciocinarmos e tomarmos a resolução mais sábia

e adequada diante de uma adversidade ou contratempo.



A calma é filha da sabedoria, por isso, cultivemos em nós essa virtude,

pois desse modo poderemos evitar muitos aborrecimentos

e agravamento de situações já complicadas.



Ter calma é confiar na Providência Divina, que não nos desampara jamais.



Confiemos, agindo pelo bem, pois Jesus está ao nosso lado sempre!!!





______Lourival Silveira______

De Passagem Semeando Amor