domingo, 28 de agosto de 2011

Quando o inevitável Acontece / Orson Peter Carrara

“Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.” 
Vivendo num mundo material, sujeitos que estamos às situações próprias de nosso estágio, onde se incluem acidentes, enfermidades e toda sorte de ocorrências já tão bem conhecidas, estamos sempre expostos ao inevitável que normalmente surge em momento de surpresa. Emmanuel sugere que diante dele, aceitemos corajosamente as provas, sempre lembrando que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e aflições. A atitude de coragem diante das ocorrências inevitáveis, e na maioria das vezes muito desagradáveis é providência vital de superação e aprendizado valioso. Para alcançar referido nível de entendimento e armar-se dessa virtude notável, que é a coragem, precisamos entender o que são provas e expiações, nas expressões tão comuns e tão conhecidas no ambiente espírita. O que são provas? O que são expiações? Provas são degraus de aprendizado e crescimento. Foram solicitadas por nós durante o período de planejamento reencarnatório, sugeridas pelos benfeitores espirituais ou enviadas pela Sabedoria Divina para nos colocar “nos trilhos”, quando deles nos afastamos, ou trazer ensinamentos que necessitamos. Objetivo é sempre o aprendizado, que leva ao amadurecimento. Expiações são conseqüências de nossas ações, no passado ou mesmo no presente recente. Conseqüências das lesões que causamos em nós mesmos pelos vícios e condicionamentos e lesões ao próximo com prejuízos morais, sociais, físicos, patrimoniais, emocionais. Todo prejuízo causado a nós mesmos ou ao próximo exige reparação. Esse processo de reparação passa por três fases: arrependimento, expiação e reparação. A expiação é pois, a conseqüência dos males e prejuízos que causamos. Note-se, pois, que um evento externo ou interno que nos atinge – entre eles uma derrocada financeira, uma enfermidade, um acidente, perdas materiais, mortes de entes queridos – podem estar enquadrados em processos provacionais (de aprendizado) ou expiatórios (de conseqüências de prejuízos que causamos) ou dentro de nossas necessidades de aprendizado. Isso pode ocorrer individualmente na família, ou mesmo coletivamente numa cidade, povo ou pátria. Portanto, essas ocorrências inevitáveis tem razão de ser em nossas necessidades de amadurecimento, de aprendizado em determinada área ou como conseqüência de nossas precipitações do passado. Sabendo disso, cabe-nos encará-las como oportunidades também de crescimento. Podemos amadurecer muito com tais ocorrências, se as analisarmos com prudência, cuidado, e especialmente com o interesse de algo aprender com elas. Encará-las com revolta e reclamação, apenas agrava o quadro e ainda somos reprovados nas provas solicitadas – e, portanto aceites - sugeridas ou enviadas. Para entender bem a questão será oportuno e didático estudar o item 18 – Bem e Mal Sofrer – constante do capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Aprenderemos essa questão com profundidade, para bem aproveitar as situações que nos atingem.”

Quando o inevitável Acontece por Orson Peter Carrara, da obra "Tensão Emocional"

Texto publicado originalmente no blogue do Autor (http://orsonpetercarrara.blogspot.com/2011/08/quando-o-inevitavel-acontece.html)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sirvamos ao Bem

A Luz resplandece nas trevas
(João, 1:5.)


Não te aflijas porque estejas aparentemente só no serviço do bem.
Jesus era sozinho, antes de reunir os companheiros para o serviço apostólico. Sozinho, à frente do mundo vasto, à maneira de um lavrador, sem instrumentos de trabalho, diante da selva imensa...
Nem por isso o Cristianismo deixou de surgir, por templo vivo do amor, ainda hoje em construção na Terra, para a felicidade humana.
Jesus, porém, não obstante conhecer a força da Verdade que trazia consigo, não se prevaleceu da sua superioridade para humilhar ou ferir.
Acima de todas as preocupações, buscou invariavelmente o bem, através de todas as situações e em todas as criaturas.
Não perdeu tempo em reprovações descabidas.
Não se confiou a polémicas inúteis.
Instituiu o reinado salvador de que se fizera mensageiro, servindo e amando, ajudando sempre e alicerçando cada ensinamento com a sua própria exemplificação,
Continuemos, pois, em nossa marcha regenerativa para a frente, ainda mesmo quando nos sintamos a sós.
Sirvamos ao bem, acima de tudo. Entretanto, evitemos discussões e agitações em que o mal possa expandir-se.
Foge a sombra ao fulgor da luz.
Não nos esqueçamos de que milhares de quilómetros de treva, no seio da noite, não conseguem apagar alguns milímetros de chama brilhante de uma vela. Contudo, basta um leve sopro de vento para extingui-la.

(Capítulo V, nºs28 e 29 do Evangelho segundo o Espiritismo)